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Reputação e rastreabilidade ditam o novo rumo da carne bovina brasileira

Necessidade de diversificar mercados exigem customização da oferta, dados e boas práticas para reduzir riscos e remunerar melhor o produtor

Reputação e rastreabilidade ditam o novo rumo da carne bovina brasileira

O setor pecuário brasileiro enfrenta o desafio de ampliar seu reconhecimento da escala de produção para a percepção de qualidade superior. Essa é uma das tendências abordadas no Conacarne 2025, realizado em Belo Horizonte.

O evento reuniu produtores e especialistas para discutir o alinhamento da produção do campo às exigências de sustentabilidade, padronização de carcaças e otimização da oferta para diferentes exigências de mercados como Europa, China, Oriente Médio etc.

Mercados distintos apresentam diferentes demandas. O europeu, por exemplo, define a compra pelo bem-estar animal, enquanto o Oriente Médio busca segurança na certificação Halal e em produtos refrigerados, a China pela segurança e previsibilidade. Em outras palavras, a carne bovina deixou de ser simples commodity.

Percepção de valor do consumidor é porta de acesso a mercados de alto poder aquisitivo

Essa mudança de percepção de valor exige que o mundo dentro da porteira esteja conectado àquele fora da porteira. Segundo Antônio de Salvo, presidente da FAEMG, “paixão sem rentabilidade não sustenta sucessão familiar“.

Por isso, a continuidade do negócio depende de uma estratégia setorial eficiente, que passa pela diversificação de destinos, customizando a entrega de acordo com a demanda. Ou seja, oferecer exatamente o que cada cliente pede e espera (expectativa de valor), seja um corte específico, boas práticas de manejo, rastreabilidade etc.

O cumprimento da promessa de valor rende margens melhores

O Brasil já é um grande exportador de carne bovina e atende a diversos protocolos. Mas o reforço de imagem e reputação ainda é baixo, comparado ao tamanho do mercado consumidor dos produtos brasileiros. O que torna imprescindível o fortalecimento dos atributos sustentáveis em toda a cadeia produtiva, da produção à comunicação setorial.

De modo que a expectativa de valor do consumidor global seja atendida pelos pecuaristas brasileiros que, por sua vez, devem contar com uma gestão profissional e apoio da ciência para o melhoramento dos processos e da produtividade para obter o melhor rendimento por hectare, com alta qualidade e valor.

Dessa forma, a comunicação trabalha a reputação setorial, melhorando a imagem da pecuária brasileira em mercados exigentes, enquanto os produtos – sob os protocolos mais rígidos, sustentáveis e alinhados à demanda – abrem caminho para diversificar destinos, reduzem riscos e rendem margens melhores aos produtores.

Referências:Sistema CNA/Senar – Conacarne 2025

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