Custo operacional da pecuária leiteira subiu 5,67%, aponta Cepea
A oscilação no insumos como milho e soja, não conteve a tendência de alta nos custos operacionais que persistiu e encorpou o acumulado trimestral

O primeiro trimestre da pecuária leiteira foi marcado por um aumento consolidado de 2,11%, conforme os dados do Cepea/Esalq USP. O aumento médio em março foi de 0,46% sendo que as operações mecanizadas puxaram a alta e fecharam com custo operacional efetivo (COE) 5,67% mais caro.
Contribuíram para alta os adubos e corretivos, com preços 0,42% mais altos, o milho (alta de 4,48%) e a soja (alta de 2,41%). Já os concentrados registraram alta de apenas 0,04%, entre fevereiro e março, enquanto o farelo de soja caiu 1,2% em março de 2026.
Diesel impactou as operações mais eficientes
O combustível foi o insumo que mais impactou as operações leiteiras, especialmente as mecanizadas. Segundo o relatório do CEPEA, foi a causa direta do aumento de foi a causa direta do aumento de 5,67% nos custos dessas operações, que tendem a ser mais eficientes e rentáveis.
Qual o contexto?
O leite é um produto altamente necessário para o Brasil, mas a cadeia produtiva é uma das mais complexas, pela importância inversamente proporcional à rentabilidade. Para termos ideia, o leite foi um dos produtos que mais teve redução de custos pagos ao produtor, cerca de -22,97% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Esse cenário de aumento de custos efetivos, redução de preços pagos ao produtor, combinado à alta dos insumos no mercado internacional não permitiu que a cadeia leiteira se beneficiasse da valorização do real frente ao dólar, comprometendo a viabilidade financeira de alguns produtores.
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