Brasil deve exportar 1,2 milhão de cabeças de gado vivo em 2026
Setor projeta novo recorde impulsionado pela demanda externa. Só em janeiro de 2026 foram 170 mil cabeças, crescimento de 107% em relação a janeiro de 2025

As exportações brasileiras de gado vivo devem ser de 1,2 milhão de cabeças no ano de 2026, segundo as projeções do USDA. Impulsionadas pela forte demanda externa, desvalorização cambial (que torna o produto brasileiro mais competitivo) e pela abertura de novos mercados.
O Oriente Médio é o principal destino das exportações de gado vivo, representando 99% das compras. O Estado do Pará é o principal exportador com 60,5% do volume, seguido pelo Rio Grande do Sul com 21% do volume nacional.
A Turquia é o principal comprador, com 32,9% do total em 2025. O país ainda projeta um aumento da demanda de gado vivo, com política de controle interno de inflação. No entanto, a busca é pelo menor custo, o que vai exigir muita eficiência do pecuarista para entregar o gado a preços baixos, sem comprometer a operação.
No entanto, a queda na demanda interna, motivada, em parte, pela renda apertada e endividamento das famílias, pode contribuir para a venda de gado vivo, que representa oportunidade de redução de custo com a entrega dos animais com ciclo encurtado, já que o gado pode ser exportado antes da fase de acabamento.
Referências:Brazil: Livestock and Products Semi-annual (Mar/26)
NEWSLETTER
Fique por dentro do Agro. Inscreva-se gratuitamente.
Você receberá uma mensagem para confirmar sua inscrição, por favor, verifique também sua a caixa de spam.