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Brasil bate recorde com produção de tilápia acima de 1 milhão de toneladas

Resultado demonstra resiliência da cadeia produtiva e projeta o Brasil entre os principais postulantes à liderança mundial da piscicultura

Brasil bate recorde com produção de tilápia acima de 1 milhão de toneladas

A piscicultura brasileira registrou um resultado histórico, conforme destacou o Anuário Peixe BR 2026. O país atingiu a marca de 1.011.540 toneladas de peixes de cultivo produzidos em 2025, um crescimento de 4,41% em relação ao ano anterior.

O cenário adverso inclui tarifaço, regulações internas e importação de peixes – apesar do impacto – não impediu o resultado positivo. Esse crescimento reflete a resiliência da cadeia produtiva no Brasil e embala voos mais altos do setor, como conquistar a liderança mundial na piscicultura até 2040.

Destaques da produção brasileira

A tilápia é o principal peixe de cultivo do Brasil e representa quase 70% do total, dividindo espaço com peixes nativos e outras espécies. A espécie também foi a única espécie que registrou crescimento de produção, reforçando a importância do peixe para a piscicultura brasileira.

Volume produzido em 2025

  • Tilápia: 707.495 toneladas (+6,83%)
  • Peixes nativos: 257.070 tonelada (-0,63%)
  • Outras espécies: 46.975 toneladas (-1,75%)

Dados: Peixe BR, 2025. Variação (%) em relação ao ano anterior. Outras espécies (pangasius, truta e carpa).

A piscicultura no Paraná cresceu 9,1%, consolidando o Estado como o principal produtor de peixes de cultivo do Brasil. Ao todo, foram 273.100 toneladas produzidas (27% do total nacional), representando grande parte da produção sulina, que lidera entre as regiões brasileiras com 360.800 toneladas.

Nas regiões Norte e Nordeste os resultados foram positivos, o Maranhão viu sua produção crescer 9,36%, enquanto o Ceará cresceu 29,3%, indicando que a cadeia produtiva da piscicultura se fortalece no Brasil.

Setor demonstrou resiliência

O ano de 2025 foi especialmente desafiador para a cadeia produtiva do pescado de cultivo, entre outros fatores, pelas importações de tilápia do exterior e mudanças no ambiente de negócios. O tarifaço imposto pelos Estados Unidos comprometeu a exportação para o país que é nosso maior comprador.

A trava nos embarques, que aumentou o volume para consumo interno, combinada à abertura de nosso mercado para a tilápia importada do Vietnã e ao risco da tilápia ser classificada como peixe exótico, gerou um cenário de superoferta e incertezas

Para termos ideia, no início do ano de 2025 os valores pagos aos produtores chegaram a cair 20,6%, por conta do excesso de oferta e demanda estável, comprometendo a rentabilidade dos produtores. Ainda assim o setor conseguiu manter a tendência de crescimento.

Referência:PEIXE BR

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