Pesquisa avalia eficácia de fungicidas no tratamento de sementes de soja
Estudo, realizado na safra 2024/25, detalha proteção contra patógenos que comprometem o estande e a produtividade inicial da cultura

Pesquisadores da Embrapa Soja e instituições parceiras concluíram, em Londrina (PR), um levantamento sobre a eficiência de fungicidas no tratamento de sementes de soja na safra 2024/2025.
O trabalho avaliou a ação de diferentes ativos químicos e biológicos no controle de fungos associados às sementes e ao solo, com foco no estabelecimento inicial das plantas e na prevenção de perdas ainda na fase de emergência.
Proteção inicial assegura o estabelecimento do estande
O estudo reforça que o tratamento de sementes é uma ferramenta estratégica para o manejo fitossanitário da cultura. O principal objetivo é controlar patógenos responsáveis por tombamento de plântulas (damping-off) e podridões radiculares, problemas que comprometem o estande e elevam o risco de replantio.
A sanidade da semente é o primeiro passo para o sucesso da lavoura. O monitoramento e o controle de patógenos desde o plantio preservam o vigor e evitam a instalação precoce de doenças. O estudo também comparou o desempenho de diferentes moléculas no controle de fungos de semente e de solo.
A descoberta do caruru-palmeri em lavoura de soja, em São Paulo, é um alerta para o risco presente nas sementes. Já que sementes contaminadas figuram como vetores de disseminação da praga.
Fungicidas químicos
Os tratamentos químicos apresentaram alta eficiência na redução da incidência de patógenos. No controle de Diaporthe spp., todos os produtos avaliados superaram 90% de eficiência. Também foram registrados níveis elevados de controle para Fusarium spp. (até 89%) e Colletotrichum truncatum (até 92%).
Além da ação direta sobre a semente, os ativos demonstraram proteção contra patógenos de solo, como Rhizoctonia solani, importante agente do tombamento de plântulas. Entre os tratamentos de maior desempenho destacaram-se combinações como fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol e tiofanato metílico + fluazinam.
Defensivos biológicos
Embora o foco do relatório esteja na eficiência dos fungicidas químicos, o uso de agentes biológicos é citado como parte do manejo integrado. Esses produtos atuam de forma preventiva na sanidade radicular e na estabilidade do estande, complementando a proteção inicial das plantas.
Escolha deve considerar histórico da área
A Circular Técnica 223 destaca que a definição do tratamento deve levar em conta o histórico de doenças e as condições da área de cultivo. A combinação de diferentes moléculas e o uso integrado de químicos e biológicos ampliam o espectro de controle e favorecem o estabelecimento uniforme da lavoura.
NEWSLETTER
Fique por dentro do Agro. Inscreva-se gratuitamente.
Você receberá uma mensagem para confirmar sua inscrição, por favor, verifique também sua a caixa de spam.