Brasil projeta avanço histórico na suinocultura para 2026
Queda nos custos de produção e status sanitário livre de aftosa impulsionam exportações e consumo interno de carne suína

A produção suinocultora brasileira deve atingir 50,4 milhões de cabeças em 2026, aponta USDA. O país, consolidado entre os principais produtores e exportadores mundiais, projeta embarcar 1,83 milhão de toneladas. O avanço é sustentado pela oferta de grãos e pela abertura de mercados exigentes, após a certificação sanitária internacional.
O cenário favorável conta, ainda, com a redução nos custos de alimentação animal, que representa até 75% das despesas totais do produtor. Com safras de milho e soja em níveis elevados, as margens de lucro tendem a se expandir, especialmente na região Sul, que concentra 73,4% da produção de carne suína, segundo relatório do USDA.
Mercado doméstico
A proteína suína ganha espaço na mesa das famílias brasileiras, como uma escolha estratégica contra a inflação. Enquanto a carne bovina encarece, o preço do suíno registrou queda de 1,83% até o fim de 2025. Esse movimento levou o consumo por pessoa ao patamar inédito de 20,2 kg. Investimentos em genética e bem-estar animal são pontos de destaque do setor.
Nas exportações, as Filipinas consolidaram-se como o maior comprador, absorvendo 25,3% das vendas externas brasileiras. Apesar do otimismo, o setor observa desafios, como as novas cotas de importação impostas pelo México. O país mantém-se vigilante na sanidade, preservando o status de livre de Peste Suína Africana desde 1988 para garantir a competitividade global.
Referências:USDA – Livestock and Products Semi-annual – Brazil – Março/26
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