Baixa rentabilidade trava expansão da área de trigo em 2026
Com margens pressionadas e área sem reação, Brasil segue dependente de importações para equilibrar o mercado interno.

O trigo no Brasil deve iniciar 2026 sem previsão de aumento na área de plantio, com os produtores planejando a safra com cautela. O cenário reflete as fortes quedas de preço registradas durante 2025, o que mantém a cultura com baixa atratividade econômica no campo.
Diante da oferta interna limitada, o Brasil precisará intensificar as importações, estimadas em 6,76 milhões de toneladas para a safra atual. No entanto, os estoques internos estão mais confortáveis em relação ao ano anterior, subindo de 2,2 para 6 semanas de consumo, em julho de 2025.
Dinâmica de preços desfavorável aos produtores
O valor pago pelo trigo segue em patamar desconfortável ao produtor. Em Passo Fundo (RS), por exemplo, fechou em R$ 1.058,36 por tonelada, no Oeste do Paraná (maior produtor nacional) o valor ficou em R$ 1.206,82 por tonelada e Chapecó (SC) R$ 1.174,68 por tonelada. Todas as cotações abaixo do registrado no mesmo período de 2024.
O relatório do Cepea/Esalq USP aponta que as exportações devem seguir estratégicas para o mercado de trigo. O escoamento de 25% a 30% da produção nacional contribui para equilibrar a oferta interna e reduzir a pressão de baixa sobre os preços, que seguem balizados pela paridade de importação. Mesmo assim, o País permanece dependente das compras externas para complementar o abastecimento e atender ao consumo doméstico.
Referências:Agromensal – Trigo – Cepea/Esalq USP – JAN/26
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