Área de arroz encolhe e safra 2025/26 deve ser menor no Brasil
Baixos preços e crédito restrito desestimulam plantio; exportações brasileiras podem chegar a 2,1 milhões de toneladas.

A produção nacional de arroz deve registrar queda na temporada 2025/26, conforme relatório do Cepea/Esalq USP. O recuo, motivado por ajustes na área de plantio e margens apertadas do produtor, reflete um cenário de preços baixos em 2025 e dificuldades no acesso ao crédito rural em todo o País.
A retração no campo decorre do desequilíbrio financeiro, registrado pelos produtores do último ano. Embora os custos operacionais no Rio Grande do Sul (maior produtor de arroz do Brasil) tenham caído até 7,7% no fim de 2025, o preço de venda do grão despencou 46% no mesmo período. Deflação que, mesmo com a política de preços mínimos prevista, pressionou o caixa das propriedades.
Consumo em queda, exportações em alta
No cenário interno, o consumo deve recuar 1,82%, situando-se em 10,8 milhões de toneladas. Por outro lado, o Brasil planeja ampliar suas vendas externas, com embarques previstos em 2,1 milhões de toneladas.
Mesmo com a menor produção, os estoques de passagem previstos para fevereiro de 2027 devem garantir 9,6 semanas de consumo, nível considerado amplo para o mercado. Nesse contexto, apesar do aumento das exportações, não deve haver desabastecimento.
Mundialmente, o arroz também vive um momento de oferta restrita. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nove dos 16 principais produtores globais devem colher safras menores, compondo uma oferta global estimada em 541,15 milhões de toneladas.
Referências:Agromensal – Arroz – Cepea/Esalq USP – JAN/26
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