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Coreia do Sul endurece regras e eleva risco para agro brasileiro

Novas exigências de resíduos, rotulagem e inspeção afetam um mercado relevante para frango e soja do Brasil.

Coreia do Sul endurece regras e eleva risco para agro brasileiro

A Coreia do Sul avança na ampliação de exigências sanitárias, de rotulagem e controle de resíduos, aumentando o risco regulatório para exportadores brasileiros.

O país é um mercado estratégico para o agronegócio nacional, comprador de 187,1 mil toneladas de carne de frango do Brasil em 2025, alta de 20,35%, e importador 1,6 milhão de toneladas de farelo de soja brasileiro.

O endurecimento regulatório ocorre ao mesmo tempo em que a Coreia do Sul amplia investimentos em segurança alimentar, inteligência artificial e digitalização por meio de seu 6º Plano Quinquenal. A estratégia busca reforçar rastreabilidade, controle de riscos e harmonização regulatória, elevando o padrão de acesso ao mercado.

Novas exigências elevam custos e riscos operacionais

Entre as principais mudanças está a ampliação da rotulagem para produtos de engenharia genética (GE) a partir de 31 de dezembro de 2026. A exigência passará a alcançar itens como óleo comestível, molho de soja e sacarídeos, mesmo quando não houver DNA ou proteínas geneticamente modificadas detectáveis no produto final.

Outro ponto de atenção é o Sistema de Lista Positiva (PLS), que aplica tolerância padrão de 0,01 ppm para resíduos de substâncias sem limite máximo oficialmente estabelecido.

Na prática, cargas que não atendam aos critérios podem ser devolvidas ou destruídas, exigindo maior controle sobre defensivos agrícolas e medicamentos veterinários utilizados na produção.

O ambiente regulatório também exige gestão documental rigorosa. O registro de instalações estrangeiras tem validade de dois anos e deve ser renovado pelo menos sete dias antes do vencimento. Além disso, novos produtos estão sujeitos a análises laboratoriais obrigatórias antes da liberação comercial.

Os prazos de inspeção representam outro desafio logístico. Enquanto a análise documental leva cerca de dois dias e a inspeção visual três dias, os testes laboratoriais podem exigir de 10 a 14 dias, aumentando custos de armazenagem e exigindo planejamento adicional para produtos perecíveis.

Qual o contexto?

A importância da Coreia para cadeias como frango e soja mantém o mercado como destino relevante das exportações, mas o aumento das exigências reforça a necessidade de adequação sanitária, controle de resíduos, atualização documental e revisão de rotulagens para evitar barreiras comerciais e perda de competitividade.

Referências:FAIRS Country Report Annual – Coreia do Sul – USDA (Mai/26)

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