Custos de produção avançam e reduzem o poder de compra do pecuarista leiteiro
Mesmo com recuo na ração, alta em outros insumos e no milho eleva custos operacionais e aperta rentabilidade no campo.

Insumos elevam o custo operacional no campo
O Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira registrou alta de 0,22% na média nacional em novembro de 2025. Embora o preço da ração tenha apresentado um recuo de 0,63% no período, o avanço nos preços de outros grupos de insumos acabou anulando esse benefício para o bolso do produtor. Defensivos agrícolas, por exemplo, subiram 1,09% enquanto suplementos minerais avançaram 0,17% no mês.
Milho mais caro prejudica a relação de troca
A valorização das matérias-primas no mercado de grãos impactou diretamente a manutenção das fazendas. Em outubro de 2025 o preço do milho subiu 0,9%, enquanto o leite pago ao produtor caiu 5,79%, criando um cenário desfavorável para a reposição de estoques de alimentação animal. Para termos ideia, o índice atual de troca está acima da média dos últimos 12 meses, que é de 27,8 litros por saca.
Perspectiva de continuidade nas altas de custos
Dados da primeira quinzena de dezembro de 2025 mostram que a pressão dos custos de alimentação deve continuar, com o milho mantendo trajetória ascendente. O aumento da demanda externa e a valorização do dólar limitam as quedas nos preços domésticos das sementes e farelos.
- Dezembro: O indicador do milho avançou 1,4% na primeira metade do mês, chegando a R$ 69,77.
- Farelo de Soja: Preços subiram 2,9% entre novembro e a parcial de dezembro.
- Investimentos: O cenário de margens estreitas gera cautela e pode causar uma desaceleração na produção futura.
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