Tecnologia de ponta eleva produtividade do leite nos EUA e reduz uso de hormônio
Investimento em sistemas computadorizados e melhoria genética garante salto de 32% na oferta de leite e aposenta estimulantes artificiais

A modernização das fazendas leiteiras nos Estados Unidos permitiu que o país atingisse a marca de 102,45 milhões de toneladas leite produzidas em 2024, consolidando o país na terceira posição entre os maiores produtores de leite do mundo, atrás apenas de Índia e União Europeia (USDA, 2024).
O avanço tecnológico, focado em ordenha e alimentação automatizadas, possibilitou que a produtividade por animal crescesse 28% nas últimas duas décadas, compensando a redução severa no número de propriedades rurais no período.
Um recente artigo da USDA destaca que a eficiência atual depende menos de estímulos químicos e mais de gestão de dados. O uso do hormônio somatotropina bovina (rbST), comum no passado, caiu de 35% para apenas 2% do mercado entre 2000 e 2021.
Alta tecnologia assume o controle na pecuária
Essa redução é fruto de uma mudança estrutural das fazendas que migraram para a alta tecnologia de dados e boas práticas de gestão, para aumentar a eficiência dos processos e melhorar a produtividade. Além de oferecer um alimento mais sustentável e adicionar valor reputacional à cadeia produtiva.
Essa transformação, no entanto, acelerou a concentração do setor. Enquanto o número de fazendas licenciadas despencou 63% desde 2004, as propriedades remanescentes tornaram-se complexos tecnológicos de alta escala. Onde o desafio do produtor é o custo: a produção em larga escala chega a ser 55% mais barata por unidade.
Nessa nova modelagem de negócio, pequenas operações devem buscar nichos ou maior eficiência tecnológica para sobreviverem economicamente. Já que os resultados positivos dessa “revolução tecnológica” demonstram que o bem-estar animal e a genética assumiram o protagonismo no campo.
Referências:Fewer Farms, More Milk: The Changing Structure and Costs of U.S. Dairy Farming
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