Pecuária brasileira atinge marca histórica em embarques de carne
Setor registra volumes recordes de exportação, enquanto monitora novas exigências no mercado chinês.

O setor pecuário brasileiro vive um momento de forte dinamismo externo, alcançando volumes recordes de exportação de carne bovina no fechamento de 2025, apontou o relatório CNA/Senar de novembro de 2025. A competitividade do produto nacional tem garantido a ocupação de espaços estratégicos no mercado global, mesmo diante de um cenário de custos operacionais elevados.
Garantir a continuidade desse crescimento exige que o produtor mantenha o foco na sanidade animal e na conformidade com os protocolos internacionais. O recorde de embarques é um indicador da robustez da cadeia produtiva, mas a sustentabilidade financeira do negócio depende da manutenção do acesso aos mercados que pagam melhor pelo produto.
As exportações de carne bovina em 2025, segundo o relatório Sistema CNA Senar, foram excepcionais. Para termos ideia, os envios para a China totalizaram US$ 8 bilhões (+48%) e para os EUA US$ 1,5 bilhão (+20%). Crescimento comparado ao ano anterior (Jan a Nov).
Relação com a China e novos protocolos
Apesar dos números positivos, o produtor deve estar atento às incertezas regulatórias e novas exigências impostas pela China para a importação de proteína animal. O país asiático tem endurecido a fiscalização sobre critérios de qualidade e rastreabilidade, o que pode exigir novos investimentos em gestão dentro das fazendas. Vale lembrar que a pecuária inclui frango, suínos e bovinos.
Cenário estratégico e administrativo para 2026
A fatia que um único grande comprador leva do volume de remessas é um ponto de atenção para a pecuária nacional. A busca por diversificação de mercados é uma estratégia vital para proteger a receita do pecuarista contra mudanças bruscas nas políticas comerciais externas ou barreiras sanitárias inesperadas.
No horizonte de 2026, a pecuária será impactada pela transição da Reforma Tributária, que começa em janeiro e exige adaptação nos sistemas de controle fiscal do produtor. O manejo financeiro precisará ser ainda mais preciso, considerando que o dólar projetado em patamares altos influi no preço dos insumos.
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