Preços globais do arroz oscilam com pressão nos EUA e alta na Ásia
Queda de preços na América e avanços no Sudeste Asiático redesenham a competitividade dos grandes exportadores mundiais.

Dinâmica dos Preços Internacionais
As cotações do arroz longo nos Estados Unidos apresentaram queda expressiva no último mês. O preço médio caiu de US$ 575 para US$ 555 por tonelada, refletindo o esforço para recuperar espaço nos mercados do México e da América Central.
Na América do Sul, a Argentina também registrou recuo em seus preços de exportação. A redução foi de US$ 20 por tonelada, ajustando o valor para US$ 740. O movimento foi necessário para manter o fluxo comercial diante da concorrência.
Por outro lado, a Tailândia viu seus preços subirem para US$ 387 por tonelada. O aumento é sustentado por novos contratos de fornecimento e pela valorização da moeda local frente ao dólar.
Equilíbrio nas Ofertas Asiáticas
O Paquistão acompanhou a tendência de alta, com preços chegando a US$ 545 por tonelada. A forte demanda externa e os compromissos governamentais explicam a valorização. Já o Vietnã manteve seus preços estáveis em US$ 515 por tonelada.
Essa estabilidade vietnamita ocorre em um momento de colheita da safra de inverno-primavera. O mercado monitora o ritmo das vendas para as Filipinas, que seguem como o principal destino do grão produzido na região.
Implicações para o Setor
O cenário atual impõe desafios reais de competitividade para o produtor norte-americano. Com preços superiores aos dos concorrentes da América do Sul, os EUA perdem participação em mercados tradicionais de grão longo.
A alta concentração de estoques na Índia e na China é outro ponto de atenção. Como esses países detêm cerca de 80% das reservas mundiais, qualquer mudança em suas políticas internas pode desestabilizar as cotações globais rapidamente.
O foco do setor deve ser a continuidade dos negócios e a eficiência produtiva. Ajustes regionais abrem brechas para exportadores que entregam qualidade com custos logísticos menores e maior previsibilidade nas entregas.
Dados de Preços por Origem (tonelada):
- EUA (longo): queda de US$ 20, para US$ 555
- Argentina: queda de US$ 20, para US$ 740
- Tailândia (Grade B): alta de US$ 39, para US$ 387
- Paquistão: alta para US$ 545
- Vietnã: estável em US$ 515
NEWSLETTER
Fique por dentro do Agro. Inscreva-se gratuitamente.
Você receberá uma mensagem para confirmar sua inscrição, por favor, verifique também sua a caixa de spam.