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Leite reage no campo, mas custos e diesel limitam recuperação

Após nove meses de queda, preço sobe 0,9% em janeiro, mas alta de custos e do combustível mantém pressão sobre margens do produtor

Vacas leiteiras holandesas se alimentam durante ordenha. Imagem: Istockphoto.com

O preço do leite pago ao produtor iniciou 2026 em leve alta após uma sequência de nove meses de queda. Em janeiro, a média nacional subiu 0,9%, chegando a R$ 2,0216 por litro, segundo o Cepea/Esalq-USP. Apesar da reação, o valor ainda acumula queda de 26,9% em relação ao mesmo período do ano passado, em termos reais.

A recuperação ocorre em um cenário de menor captação de leite e maior disputa entre laticínios pela matéria-prima, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

Os custos de produção seguem como principal fator de pressão. Em fevereiro, o Custo Operacional Efetivo (COE) avançou 0,32%, puxado por despesas com ração e insumos. Em março, a alta de cerca de 11% no preço do diesel deve intensificar o impacto sobre o transporte e a aquisição de insumos.

Por outro lado, a queda de 2,56% no preço do milho em janeiro melhorou a relação de troca, ampliando o poder de compra do produtor frente à alimentação do rebanho.

No mercado de derivados, a menor oferta de leite cru e a demanda mais firme sustentaram a alta dos preços no atacado em fevereiro, com expectativa de continuidade desse movimento ao longo de março.

Apesar dos sinais de recuperação, o avanço dos custos e a queda acumulada nos preços ainda limitam a recomposição das margens no início do ano.

Referências:Boletim do Leite – Cepea/Esalq USP – Março/26

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