Transformações Estruturais: O Novo Rumo do Mercado de Leite
Indústria se adapta a exigências ambientais e de consumo, mirando eficiência e adaptação às tendências.

A pecuária leiteira global atravessa uma fase de transição marcada por eficiência operacional e adaptação regulatória. A consolidação das propriedades e a mudança no perfil de consumo em mercados estratégicos forçam indústrias e produtores a recalibrar suas estratégias para manter a viabilidade econômica.
Consolidação no campo e pressão regulatória
A tendência de concentração é grande na Austrália e na União Europeia, onde fazendas menores encerram atividades devido aos custos crescentes. Na Europa, a imposição de políticas ambientais — como a taxa de carbono agrícola na Dinamarca e regras de proteção ambiental na Alemanha — somadas ao avanço de doenças como a Língua Azul (BTV) e a Doença Cutânea Nodular (LSD), aceleram a redução do rebanho.
- O número de fazendas leiteiras australianas recuou 71% entre 2002 e 2024.
- O rebanho da União Europeia deve cair para 19,050 milhões de cabeças em 2026.
- Apesar da melhora nas margens em 2025, a falta de sucessão familiar e a pressão regulatória continuam a limitar a produção.
Dinâmica de consumo na China
O mercado chinês, maior importador mundial de lácteos, mantém demanda estável por leite em pó integral (WMP), especialmente para aplicações como fórmulas infantis e produtos processados. Apesar disso, o consumo de WMP deve cair 2% em 2026, enquanto a produção doméstica também recua para 1,1 milhão de toneladas.
- As importações chinesas de WMP devem permanecer estáveis em 425 mil toneladas.
- Processadores locais têm priorizado produção de manteiga e SMP em vez de WMP, devido a melhores retornos.
- O uso de lácteos em panificação e bebidas prontas continua em expansão, mas com maior preferência por produtos frescos e de maior valor agregado.
Investimentos em processamento e novos mercados
Estados Unidos e Nova Zelândia ampliam a capacidade industrial para processar queijos, aproveitando margens mais atrativas. A União Europeia, por outro lado, perde competitividade em mercados estratégicos, cedendo espaço para Oceania e América do Norte.
- Os EUA devem aumentar a produção de queijos em 3% em 2026, apoiados por novos investimentos em plantas industriais.
- As exportações de queijo dos EUA devem atingir 621 mil toneladas, crescimento de 3% sobre 2025.
- A Nova Zelândia direciona mais leite para a produção de queijos, com exportações previstas em 425 mil toneladas, alta de 2%.
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