Mecanização da silvicultura mantém competitividade, mesmo em cenário desafiador
Alta mecanização e baixa dependência de mão de obra manual elevam a competitividade do setor frente a outros cultivos.

O setor de eucalipto consolidou-se como um dos mais competitivos do agronegócio brasileiro ao converter tecnologia em escudo contra a alta de custos, operando com uma dependência de mão de obra de apenas 28% no seu Custo Operacional Efetivo (COE). O índice revela uma vantagem estrutural sobre culturas como a seringueira, onde o trabalho manual ainda representa 82% dos gastos operacionais.

Essa performance, monitorada pelo Projeto Campo Futuro (Sistema CNA Senar), sustenta margens de lucro positivas mesmo em praças como Curvelo (MG), onde o peso do maquinário chega a 49% do COE, provando que a substituição do esforço braçal pela precisão mecânica é o que descola a cultura do eucalipto de outras atividades florestais menos automatizadas.
Mecanização exige qualificação e planejamento
Essa superioridade tecnológica, entretanto, exige que o produtor rural trate a qualificação das equipes como um insumo tão crítico quanto o combustível. Operar equipamentos complexos demanda pessoal capaz de interpretar dados e realizar ajustes finos, garantindo que o alto investimento em ativos não se perca em ociosidade ou quebras por falha de manejo.
As boas práticas de manejo incluem o planejamento rigoroso por talhão e a manutenção preventiva, fatores que prolongam a vida útil da frota e reduzem o custo por metro cúbico de madeira produzida. O treinamento constante transforma o operador em um gestor de ativos, peça fundamental para que a mecanização resulte, de fato, em regularidade operacional no campo.
Riscos de mercado mitigados pela competitividade
No horizonte externo, a eficiência porta adentro tornou-se a resposta estratégica para a instabilidade gerada por tarifas internacionais, como as recentemente anunciadas pelos EUA sobre produtos florestais.
Veja também como a gestão baseada em dados pode ajudar os produtores rurais a identificar oportunidades e ameaças em casos de medidas protecionistas.
Embora parte das medidas tenha sido revista, o episódio deixou claro que a competitividade do eucalipto no mercado global depende de uma operação enxuta e capaz de absorver choques protecionistas.
Referências:Gestão estratégica de ativos como base da competitividade do eucalipto
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