Comércio mundial de arroz deve atingir volume recorde em 2026
Fluxo global projeta 62,8 milhões de toneladas com destaque para exportações asiáticas e novos patamares de consumo.

A circulação internacional de arroz deve bater o recorde de 62,8 milhões de toneladas em 2026. O cenário ganha fôlego com o desempenho de Burma e da China, que compensam as dificuldades enfrentadas por vizinhos do sudeste asiático.
Os embarques de Burma subiram para 2,5 milhões de toneladas. O país aproveita a vantagem competitiva do seu arroz quebrado, muito procurado por compradores da China, da Europa e de Madagascar, garantindo liquidez aos produtores locais.
Os chineses elevaram a meta de venda externa para 1,3 milhão de toneladas. Há uma procura crescente pelo grão do tipo médio, especialmente na África e no Leste Asiático, permitindo o giro de estoques com preços que atraem o mercado.
Barreiras e Dinâmicas Regionais
Já o Camboja reduziu o volume esperado para 4 milhões de toneladas. O recuo acontece porque o Vietnã diminuiu suas aquisições. O motivo central é a restrição comercial nas Filipinas, que travou parte do escoamento regional do produto.
O governo filipino barrou a entrada de arroz até o final de 2025 para sustentar as cotações do campo. A medida gera um efeito cascata no comércio, forçando reajustes nos planos de negócios de países que dependem desse importante destino.
No lado das compras, China e Tanzânia revisaram suas importações para cima. Os preços internacionais baixos estimulam a demanda. Madagascar também importa mais, buscando segurança alimentar após uma safra menor que o esperado.
Dados Relevantes do Comércio
- Recorde de comércio: 62,8 milhões de toneladas
- Vendas de Burma: 2,5 milhões de toneladas de arroz quebrado
- Exportação da China: 1,3 milhão de toneladas de grão médio
- Bloqueio filipino: Válido até 31 de dezembro de 2025
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